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Minhas dez metas para 2016

metas2016_post2015 foi definitivamente um ano de mudanças na minha vida. Mas, em meio a tanta correria, sinto que os 12 meses passaram voando e deixei muita coisa para depois! É até difícil mensurar se foi um ano bom, médio ou sensacional, sabe? Em 2016, quero ser mais centrada e seguir metas claras para chegar no último dia do ano e dizer: cara, arrasei! Listei então aqui dez metas principais para o próximo ano. Me ajudem na cobrança durante o próximo ano, por favor!

  • Cismar menos com meu corpo e me aceitar

Uma das coisas que tornou meu ano mais difícil foi, com toda a certeza do mundo, meus problemas de autoestima. Ganhei alguns muitos quilinhos e isso acabou me trazendo muitas coisas ruins, inclusive danos psicológicos. Passei a ter uma vergonha absurda do meu corpo que me privou até de me divertir em vários momentos: deixei de ir para lugares por não gostar de como as roupas ficavam em mim, inventei desculpas para não colocar um biquini… Mesmo que não esteja dos melhores, ainda é o meu corpo, né? Meu, só meu, e que me dá vida, então pra que odiá-lo? Se eu não me amar, quem vai?

Fraturei o tornozelo esse ano enquanto fazia exercícios em mais uma das tentativas de me encaixar melhor aos padrões estéticos impostos a toda mulher. Quando isso aconteceu me veio logo à cabeça um “puts, agora que vou engordar mesmo”, mas aí pensei de novo e vi que nem adiantava crisar, era melhor me recuperar e depois voltar a ativa. Já comecei o processo de aceitação, principalmente após uma fratura, mas só quem passa por isso sabe que não é rápido assim… Isso não quer dizer, claro, que quero é ser gordinha e pronto. Quero ser feliz e saudável, seja como for. Me aceitar talvez seja uma das principais metas para 2016, e já vai começar com um grande desafio: uma viagem pra praia! Vamos ver se vai dar tudo certo.

  • Economizar mais dinheiro para viagens

Tenho 23 anos, um emprego legal e, como diria a mamãe, nem um pinto pra dar água. Dá pra economizar mais, né? Um dos meus principais vícios é maquiagem. Coleciono batons e nesse ano de 2015 conquistei algo que muita mulher quer: a penteadeira dos sonhos. Assim, tem sido difícil me controlar e não gastar tanto. Em 2015, estabeleci o limite mensal de gastar no máximo, por mês, o valor de três batons da MAC em maquiagem: R$ 195. Só que se a gente for parar para pensar, em um ano isso equivale a R$ 2.340. É claro que nem todo mês gasto isso, mas dá pra diminuir o limite e me policiar mais. Adeus coleções limitadas, alô mais viagens!

Além disso, quero ter menos vergonha de divulgar meus trabalhos alternativos, afinal, eles são super honestos. Faço freelas em jornalismo, fotografo ensaios e eventos, e também mando bem na cozinha e já peguei umas encomendas de torta e etc. Me contrata aí, pô, e ajuda a carimbar mais meu passaporte!

  • Viajar em pelo menos 70% dos feriados

Na época em que trabalhava em jornal, não sabia nem o significado da palavra feriado. Agora, em assessoria, sei só não dessa, mas também fins de semana, feriadões e etc. ❤ Qualidade de vida, obrigada por entrar na minha. Mas, esse ano, ainda não muito acostumada com isso, acabei ficando em casa na maioria dos feriados. Como meta para 2016, quero viajar em pelo menos 70% dos feriados. E viajar não significa só ir para outros estados e países, mas também curtir tanta coisa que temos aqui por perto. Quero muito, inclusive, fazer um roteiro por Anavilhanas (arquipélago aqui no Amazonas cheio de praias lindas).

  • Conhecer dois novos países

Bom, um dos objetivos é também não sair do emprego. Sendo assim, terei dez dias de férias ao longo do ano e férias de novo só no outro mês de janeiro, já em 2017. Acho que a meta de riscar dois novos países do mapa é ousada, mas tangível! Quero muito conhecer algum lugar da América Latina também. Vamos ver se vai rolar…

  • Ter uma vida mais saudável

Fraturar o tornozelo me fez acordar para a questão da minha saúde. Confesso, sou extremamente relapsa com isso e foi preciso ficar de cama por uns dias pra entender que tenho que cuidar mais de mim se quero viver mais anos. Em 2016, quero voltar para o pilates, me recuperar 100% da fratura (ainda estou mancando muito), fazer reeducação alimentar e perder 10 quilos (por questões de saúde mesmo, não é noia!).

Além disso, esse ano comecei a trabalhar com desenvolvimento sustentável e percebi como pequenas mudanças na minha vida podem fazer bem pra mim e pro meio ambiente. Por isso, quero reduzir o consumo de carne na minha alimentação, principalmente vermelha.

  • Estudar mais

Sobre tudo e para tudo! Muito além da vida acadêmica, quero aprender mais sobre tudo que me interessa.

  • Curtir mais a minha família, namorado e amigos

Sou muito workaholic e acabo me afastando das pessoas. O problema acontece até quando estou com elas: nunca me desconecto 100% e acabo não focando direito no que é mais importante. Quero amar e ser mais amada em 2016, e curtir cada momento ao lado de quem importa.

  • Fotografar mais

Tenho quatro câmeras, além do celular, e esse ano pouco brinquei com elas. Percebi que não usei quase nenhum dos filmes das minhas analógicas. Vou deixar a preguiça de lado, sair pra fotografar mais e explorar meu olhar.

  • Me engajar mais em causas sociais

Sempre fui movida por causas: trabalhar em jornal para mim ia além de informar, mas significava dar voz a quem pouco era ouvido. O Quênia foi e é uma das minhas principais causas. Enfim, eu preciso muito sentir que estou fazendo a diferença para me sentir mais realizada. Por isso, quero me engajar mais em causas sociais e, agora trabalhando na ONG, fiquei muito próxima do lançamento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS ou Global Goals), metas divulgadas pela ONU para os próximos 15 anos, substituindo os Objetivos do Milênio. Decidi então adotar alguns deles como as minhas causas pelos próximos 15 anos. São eles: erradicação da pobreza, da fome, redução das desigualdades, igualdade de gênero, e educação de qualidade. Quero fazer o que for possível para melhorar as coisas, nestes aspectos, ao meu redor. São os meus cinco ODSs principais!

  • Ser muito feliz!

Acho que é o que mais importa, né? Quero poder curtir muito a vida e saber agradecer por cada momento. Que 2016 seja incrível pra todos nós!

Feliz ano novo!

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Diário de bordo 2015: acessibilidade em viagens

#lookdodia: botinha e muletas no Vale dos Vinhedos

#lookdodia: botinha e muletas no Vale dos Vinhedos

2015 foi definitivamente um ano atípico para mim no quesito viagens. Comecei o ano cancelando as férias – um roteiro que incluía Estados Unidos (finalmente ia conhecer a Disney), e um cruzeiro pelo Haiti, Jamaica e México. Mudei de emprego, então não deu mesmo pra manter a viagem. Com isso, prometi para mim que ia viajar nem que fosse só nos feriados… Não consegui cumprir direitinho a meta, mas fui convidada para dois casamentos fora do Amazonas e planejei viagens rápidas – Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Foi aí que veio uma nova surpresinha: fraturei o tornozelo, tive que passar dois meses sem pisar no chão e precisei adaptar as viagens.

Os primeiros dias de pernas pro ar (literalmente, porque além de não poder pisar eu ainda tinha que manter sempre o pé pra cima) foram desesperadores. Chorei chorei imaginando que teria que cancelar as viagens. O acidente aconteceu exatamente um mês antes da primeira viagem – para o Rio Grande do Sul, mais especificamente para Bento Gonçalves, no Vale dos Vinhedos. O desafio seria não só me locomover por lá, mas também ficar sem ajuda, já que sem um pé eu não conseguia nem tomar banho sozinha direito. Comecei a me desafiar em casa, sozinha, pra tentar me preparar para a viagem e peguei uma queda enorme no banheiro que me deixou mais uns dias de cama.

Com o trauma do banheiro, o primeiro passo foi contatar o hotel e pedir um quarto adaptado. Ficamos no Hotel & Spa do Vinho, onde foi realizado também o casamento. O hotel arrasou muito: me ofereceram uma cadeira de rodas pra ficar usando lá, já que era muito grande e muleta cansa, e o quarto adaptado é incrível. Se a experiência no hotel foi boa, já não posso dizer o mesmo dos outros lugares que visitei na cidade. Infelizmente, todos os restaurantes que visitamos não eram preparados para receber deficientes físicos. Sério, gente, uma barra de apoio no banheiro já ajuda muito. Invistam nisso.

Galera que salvou a pátria me ajudando por lá

Galera que salvou a pátria me ajudando por lá

Dos passeios na cidade, os mais comuns são visitas a vinícolas, andar pelos parreirais e o Passeio de Maria Fumaça. Acabou que pegamos dias de chuva e sair de muleta ficou muito arriscado. Contatei as vinícolas da região e todas eram difíceis para locomoção. Ainda bem que eu já tinha ido no Rio Grande do Sul e visitado uma vinícola, senão ficaria bem triste. Dessa vez, infelizmente, não rolou. O passeio pelos parreirais eu fiz (with a little help from my friends ❤ valeu galera!). Mas sério, apesar da chateação pelo pé machucado, a viagem vale super a pena. É tudo tão lindo que só olhar pela janela já deixa a vida melhor.

Para chegar em Bento Gonçalves, é preciso pegar a estrada. Optamos por alugar um carro, pelo conforto pro pé quebrado, e foi a melhor escolha. Tudo é longe e estávamos na Zona Rural, então conseguir um táxi é mais um desafio. Não pensem duas vezes em alugar um carro se forem ficar na região do Vale e não na sede do município. Além disso, nos deu a comodidade de visitar outros municípios ali perto, como a fofinha Garibaldi e Ivoti, onde minha irmã mora. As estradas no Rio Grande do Sul são ótimas e com paisagens incríveis. Curtimos cada segundo da viagem.

Estrada maravilhosa do Rio Grande do Sul

Estrada maravilhosa do Rio Grande do Sul

Um mês depois, veio Curitiba e Rio de Janeiro. Tive a felicidade de tirar a imobilização na semana da viagem, mas foi bem difícil para voltar a andar e eu ainda não tinha começado a fisioterapia, então não ajudou taaaanto assim. Pra variar, pegamos chuva forte em Curitiba e fomos obrigados a curtir mais o shopping e o hotel do que a cidade. 😦 Como só fomos ficar dois dias, no segundo fiz aloka (desculpa, mãe!) e fomos para o Jardim Botânico mesmo com chuva. O importante é que não caí e pelo menos conheci o cartão-postal mais famoso da cidade. Precisamos voltar lá pra ver o resto! O hotel foi o Ibis Curitiba Shopping e também oferecia banheiro adaptado para deficientes. Arrasaram. ❤

Lindo até com chuva :)

Lindo até com chuva 🙂

A parte mais chata veio no Rio de Janeiro. Fiz as três viagens de Gol e, logo após machucar, contatei também a companhia aérea informando que ia precisar de apoio no aeroporto. É obrigatório que eles ofereçam esse serviço não só a deficientes físicos, mas também a clientes com mobilidade reduzida. Como não dá pra ficar com o pé pra baixo, eles fazem o upgrade gratuito para assento conforto do passageiro deficiente. Se ainda tiver vaga, fazem do acompanhante também.

O atendimento da Gol foi ótimo nos aeroportos de Curitiba, Manaus e Porto Alegre, mas no Rio que a estrutura deixou a desejar. Sem “fingers” disponíveis (aquela ponte que liga o saguão ao avião), era preciso usar a escada remota. Me pediram para usar a escada, mas como não estava podendo pisar e ainda estava super lisa devido a chuva, me neguei e optaram por usar a ambulift (um equipamento que funciona tipo um elevadorzinho remoto). Infelizmente, em um dos voos o atendimento foi péssimo e me deixaram um tempão debaixo de chuva torrencial enquanto esperava o equipamento, sem o cuidado de pelo menos arranjar um guarda-chuva. O atendente da Gol ainda foi super grosseiro com meu namorado quando reclamamos por estar na chuva. No avião, a empresa não tem mais toalha ou manta, então precisei viajar por quatro horas com o vestido fino ensopado, passando super frio. Pelo visto não aprenderam muito com o caso de Foz do Iguaçu, quando aquela moça com ossos de vidro precisou se arrastar para subir no avião por falta de ambulift.

Usando o ambulift em um voo sem problemas; no dia da confusão, o cara da Gol nos impediu de tirar foto

Usando o ambulift em um voo sem problemas; no dia da confusão, não deu pra tirar foto decente pq tava chovendo muito

Fui pro Rio principalmente pra ver o show do Los Hermanos… Só essa experiência já daria um post a parte de tão complicada. Fui proibida pelos homens do Corpo de Bombeiros a ir para a área reservada para deficientes e pessoas com mobilidade reduzida (aparentemente, no Rio, muita gente dá o “golpe da muleta” pra ficar sentado em show) e só conseguimos resolver quase no fim da noite. Decepcionante. Assim que tive que ficar por lá:

Jogada pelo chão na hora do show. Obrigada, Bombeiros!

Jogada pelo chão na hora do show. Obrigada, Bombeiros!

Agora estou me recuperando da fratura, ainda fazendo fisioterapia. Mesmo que (se Deus quiser) não precise mais dessa estrutura, fica um ponto de reflexão para quem trabalha com turismo: pensem sempre na acessibilidade. Não é justo que nem todo mundo possa curtir uma viagem por falta de estrutura decente.

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Sozinha na Tanzânia: como se virar por quatro dias em Zanzibar

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Nungwi Beach e o pôr-do-sol mais lindo que já vi na vida

Quem vê fotos de Zanzibar pensa que não deve ser difícil passar uns dias só descansando na frente do mar mais lindo da África. Bom, eu não diria o mesmo. O post atrasado de hoje é com dicas e relatos da minha experiência sozinha nessa ilha maravilhosa em 2013. A viagem foi um dos pulinhos que dei ali pela África quando fui dar aula no Quênia, jornada que me fez criar esse blog.

Em Nairóbi, a principal recomendação de onze entre cada dez intercambistas (sim, é mais que unânime esse amor!) era de que ir até lá e não conhecer Zanzibar é tipo ir a Paris e não ver a Torre Eiffel. Zanzibar é um conjunto de ilhas na costa da Tanzânia. O arquipélago é formado pelas ilhas Zanzibar e Pemba, e por algumas ilhotas que as cercam. A principal cidade da área também é conhecida como Zanzibar, e sua Stone Town foi declarada como patrimônio da humanidade pela Unesco. O lugar é cheio de histórias malucas que o tornam único: Zanzi tem uma arquitetura sensacional, com influências árabes, hindus, africanas e europeias, mercados cheios de iguarias, fortes… A ilha também foi muito usada para o tráfico de escravos, então essas construções são super presentes pela cidade.

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Old Fort, em Stone Town

Apesar de todo mundo recomendar, dei o azar de chegar na semana em que a maioria dos intercambistas estavam voltando de lá, ou seja, se eu quisesse ir teria que ir sozinha. Relutei, mas passei mais de um mês ouvindo como aquele lugar era sensacional que não resisti: decidi que minha última semana seria em Zanzibar.

Chegando em Zanzibar, decidi ir primeiro para o extremo Norte da ilha, onde fiquei na praia mais linda que já vi na vida: Nungwi Beach. A praia é uma das mais badaladas de lá, mas como fui em baixa estação muita coisa estava fechada. Fiquei no Paradise Beach Bungalows, um hotel nada chic pros padrões daquela área mas com os pés na areia. Eu era a única hóspede naquela data, então talvez por isso estivesse tão sem luxo. As diárias não foram as mais baratas (US$ 50 por dois dias), mas como só fiquei dois dias acho que valeu a pena. Além disso, tem luxo maior do que acordar, sair do quarto e dar de cara com isso? A vida nem precisa de filtro do Instagram desse jeito.

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A vista do quarto em Nungwi Beach

Nos dois dias que fiquei por lá, decidi só passear mesmo. Nungwi é um dos lugares mais indicados para mergulhar, mas como já era fim da viagem e eu estava bem lisa, optei por não me aventurar.

A praia é cheia de “beach boys”, que nada mais são do que uns caras que te abordam oferecendo serviços de guia e querem ganhar dinheiro nas costas de turista. Eu, mulher, sozinha, é claro, fui alvo de um. Tentei fugir, mas o cara grudou em mim. Em alguns momentos foi até útil, porque eu estava sem shillings tanzanianos e, como estávamos em baixa estação, todos os câmbios de Nungwi fecharam, então ele me descolou uns lugares para comer que aceitavam shillings quenianos e ainda me ajudou a conseguir trocar uns dólares.

Fim dos dias em Nungwi, pensei que ele fosse desgrudar de mim porque morava lá e, para a minha surpresa, sete da manhã ele estava me esperando na porta do hotel para me levar para Stone Town. Insisti muito para que ele ficasse (sem ser indelicada, porque estava começando a ficar com medo da situação), mas ele foi atrás de mim e ainda passou mais um dia comigo pela ilha. Foi lá que eu descobri que o que ele estava fazendo é ilegal: como é a área mais turística, vários policiais ficam olhando para ver se esses meninos não estão roubando o serviço de guias de turismo certificados. É até uma questão de segurança, então quem for por lá por favor opte pelo guia formado e com crachá. Passeamos o dia todo por Stone Town e no fim do dia ele quis ficar hospedado no meu quarto. Disse não, ele ficou puto, começou a dizer que tinha se apaixonado por mim (oi?), e eu chamei um policial. No dia seguinte, o carinha ainda ficou tentando me perseguir, mas como comecei a andar com um pessoal do hostel ele nem se aproximou. É por isso que reforço: pelo amor, não deixem esses meninos chegarem perto!

Outro detalhe é que Zanzibar tem fortes influências muçulmanas, por isso é recomendado seguir algumas regras (nada de andar de biquini, ombros de fora e etc). Como em lugares assim o desrespeito à mulher é muito maior, eu busquei ser ainda mais discreta para evitar dor de cabeça.

Além de toda a beleza natural e história, Zanzibar atrai ainda vários turistas por ser a terra natal do Freddie Mercury. Os fãs do vocalista do Queens podem até se hospedar na casa em que ele morou na infância e parte da adolescência. Para isso, na época, era preciso pagar uns R$ 800 na diária. Eu só tirei foto na frente, porque nem tão fã assim sou, haha.

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Um passeio que quem vai a Zanzibar não pode deixar de fazer é para a Prison Island (ou Changuu, em suaíli). A ilha fica a uma hora e meia de Stone Town e tem um cenário super legal, com tartarugas gigantes centenárias. Um dia de visita guiada é suficiente pra conhecer o local, relaxar na praia e fazer mergulho ou snorkelling. É possível também se hospedar na ilha, mas só há um resort e é bem caro.

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As tartarugas centenárias

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Changuu Island

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Snorkelling em Prison Island

 

Dicas de quem foi:

Como chegar

Fui de Nairóbi para Zanzibar em um voo não tão low-coast assim que me custou uns R$ 700. Tem gente que vai de ônibus também, mas como demora mais de um dia e eu tinha pouco tempo, não quis perder tantas horas (além de não ser seguro para uma mulher sozinha).

Após chegar no aeroporto de Zanzibar, fui de taxi para o Norte. Custou cerca de US$ 50. De lá para Stone Town, paguei poucos shillings (não lembro o valor) em um dala-dala (transporte coletivo local). É possível também alugar carro, mas em Stone Town isso se torna praticamente inútil porque a graça é andar pelos becos.

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Onde ficar

Em Nungwi, fiquei no Paradise Beach Bungalows. Eles mentem de cara no site dizendo que a internet é boa. Pelo menos quando fui, nem pegava. Paguei US$ 50 por dois dias e uma noite, e usava internet no Hilton (é só ir no restaurante de lá, pedir uma Coca e usar o wi-fi a vontade). Já em Stone Town, não lembro o nome do hostel porque cheguei e peguei um que vi na rua sem ter feito reserva. Amei o lugar e foi baratinho, tipo US$ 20 a diária com café da manhã incluso (na época, o dólar estava mais amigo também).

O que visitar

Fora as praias, Zanzibar é uma cidade cheia de histórias. Só caminhar pelas ruas de Stone Town já é uma mega atração, principalmente para quem gosta de arquitetura, mas há alguns pontos que não podem ficar de fora como o Old Fort of Zanzibar, Museu da Escravidão, a casa do Freddie Mercury, o mercado, e outros. No último dia, pegamos um barquinho e partimos para outra ilha chamada Changuu, e mais conhecida como Prison Island. Como o nome já diz, é onde ficava uma antiga prisão. As ruínas foram conservadas e hoje fazem parte de um hotel. É lá também que vemos aquelas tartarugas gigantes (inclusive vi uma transando… bizarro!), e depois fomos fazer snorkeling. Definitivamente foi um dos passeios mais legais que fizemos!

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Idioma

Em Zanzibar, se fala suaíle como no Quênia. Eu tentei treinar o meu, mas eles trocam algumas palavras e o sotaque também é diferente, então me dei mal. Mas além disso, quase todo mundo fala inglês. É a opção para os viajantes.

Visto

O visto tanzaniano é emitido na chegada ao país. É preciso apresentar passagem de volta, passaporte válido e reserva de hotel. Há também uma taxa de US$ 50. É necessário estar com certificado internacional de vacinação contra febre amarela (e eles cobram mesmo, então tenham!). No aeroporto, sempre tentam enganar turista falando que há uma taxa de check-in de US$ 50 também. Isso é mentira. Para não irritar os caras (e eles brigam mesmo), dê algum trocado. Eu não tinha mais dinheiro mesmo, então disse que não sabia da taxa, coloquei um sorriso no rosto e dei cinco dólares. Eles engoliram.

Quando ir

Eu fui em baixa estação e não me arrependo, mas perdi a parte animada de vida noturna e etc. Também dei a sorte de não ter pego dias de chuva, mas foi sorte mesmo! Para garantir, a melhor época para conhecer Zanzibar é no verão, entre junho e novembro.

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